08/07/07 11:21:22 | Feel Good Soja (Google) |
08/05/07 21:43:37 | "dez mandamentos para dormir" (Google) |
08/05/07 18:25:28 | peças para camionetes antigas (Google) |
08/04/07 19:15:51 | sexo com animal na europa (Google) |
08/03/07 19:58:27 | putinhas de rio verde (Google) |
08/03/07 12:35:55 | Flaubert Educacao sentimental (Google) |
08/02/07 19:03:23 | cinco sentidos do corpo entradas da alma (Google) |
08/02/07 18:53:03 | plasticas de umbigo em inglaterra (Google) |
08/02/07 18:32:45 | torturas com umbigos (Google) |
08/02/07 17:40:43 | funcionarios da avon (Google) |
7.8.07
Last 10 keywords
5.8.07
Foras
Anos depois, muitíssimo exaustos, os esparsos foralula que, entrementes, meteram-se a querer derrubar o chefe danassão, numa só tacada ainda arrematam metade das riquezas do país. Não se engane, raro leitor: quantos deles não se aninharão, com jacuzzis, naqueles famosos 0,07% (133 mil) do "povo" ou, já meio favelizados, naqueloutros 0,7% (1,3 milhão) que podem comprar semanal e religiosamente o supradito hebdô? Chocou-os todos - consta - a recente e estrepitosa débâcle do "ônibus do ar" europeu, obviamente mal-adaptado às inclemências do subdesenvolvimento nacional. Mas, voltando aos bois - ainda assim, é sempre uma gente que, arredondando, encastela com muros (há brasões) e pitboys cerca de 70% da bruta renda. Que tem bala na agulha e bradesco práime.
Constato, via internet banking, que acabo de me tornar classe B2; é um começo. E assim bem-pago, concluo que:
1. o forafhc não tinha como ser golpista, "aquela raça" era meramente funcionária, na melhor das hipóteses; e, como se sabe, na tradição brasileira, golpezinhos e golpões sempre foram coisa de oficial para cima; o próprio Prestes, em 1935, morava na Zona Sul.
2. o foralula é apenas mezzo-golpista, meia-bomba, pois se inscreve (quase geometricamente) num esquema de franquias (re)acionárias latino-americanas que - ôba! - só tem prosperado em Miami. Acho que tudo não passa mesmo de mais um obsceno desfile de cachorritos penteados e matarazzos. Mas - anoto - os auto-eleitos das elites, cansados de ficar no banco (literalmente) - como demonstraram 1822, 1889, 1930, 1932 (Constitucionalista é o cacete), 1955 (na trave), 1961, 1964, 1969 (um recorde!) e 1997 (quando um golpe apregoado pelo tal Serjão comprou a precavida reeleição) -, recomeçaram a rosnar baixinho.
Injusta distribuição
27.7.07
Nome aos bois
A
OAB
26.7.07
No país da piada pronta (III)
Depois de claustrofóbica animação em flash e de ser recepcionado por um morto em acidente aéreo (o amaro fundador da empresa, sorridente contra um reconfortante fundo azul com nuvens brancas), o visitante aprende que figura em primeiro lugar na lista de Mandamentos da MAT a cândida sentença "nada substitui o lucro".
Caraca(s)!
Seu
Aparentemente relendo Saint-Éxupery, a
Estará a Freedom House também contribuindo para o cívico convescote?
Serão os democráticos comerciais dirigidos pela Paula Lavigne ?
*
Segundo a
*
Tais instruções, tais integrantes, tais medos - estarei delirante, paranóico? - seguem à risca o platinado paradigma Fedecámaras e CTV. Vede o imperdível documentário "La revolución no será televisada", dirigido por dois cineastas irlandeses que tiraram a sorte grande e estavam em Miraflores no dia 11 de abril de 2002.
Notórios integrantes do IRA (e, portanto, do Foro de São Paulo), os gaélicos diretores nos fazem notar a grande profusão de bispos e loiras circulando pelos corredores do poder, após o efêmero sucesso do golpe midiático - deflagrado, como se sabe, por uma uma passeata promovida pela "sociedade civil".
*
E se foi o coitado do
25.7.07
23.7.07
Apud Günter Lorenz
22.7.07
Os músicos (sic) mais populares (sic!) do Brasil
2. Zezé di Camargo & Luciano
3. Bruno & Marrone
4. Roberto Carlos
5. Daniel
6. Leonardo
7. Ivete Sangalo
8. Calcinha Preta
fonte: Datafolha
(Ach, ich fühl's...)
21.7.07
Despacho obsceno
20.7.07
Top, top, top!
19.7.07
Cerradas (final)
Faz cinco dias que a classe executiva da american airlines o introduziu in America, com muitos mimos e brindes.
No aeroporto, os agentes de imigração até que pegaram leve com o nosso herói: era domingo; sua carta de apresentação era poderosa; seu visto, confiável. A multinacional em que Diego trabalha, diga-se, é bastante admirada back home. Assim, depois da terceira conferência de mala, os meganhas simplesmente lhe disseram welcome, Mr. Rassi, thanks for your cooperation, sem piscar os olhos nem sequer ordenar que Mr. Rassi tirasse os sapatos.
Altaneira no panorama banal de Minneapolis - uma espécie de Uberlândia quase perto da fronteira com o Canadá -, Diego logo admirou a envidraçada sede planetária da "sua" empresa.
É para lá, desde a segunda-feira desta semana, que nosso herói tem se deslocado cedinho, de táxi (dirigido por um iraquiano), deixando o hotel sempre às 07:50 am.
A prudente multinacional, cheia de outras culpas no cartório, sempre foi muito zelosa com seus gerentes terceiro-mundistas. Torra generosas verdinhas para que lhes sejam felpudos os cobertores e eficazes as instruções passadas em intermináveis sessões de powerpoint: diárias no caesar business, classe executiva e até 50 dólares por jantar (com bebida). O moral dos aguerridos regional teams tem, desse modo, se mantido bastante alevantado.
Diego fala bem o inglês, o que, junto com os olhos esverdeados, contribui para que seus colegas e chefes norte-americanos lhe dispensem o mesmo nível de falsa simpatia geralmente reservado aos gerentes da Europa meridional - quase nada superior àquele dirigido aos morenos miguelitos de nariz adunco e acento pronunciado.
Faz quatro dias que Diego, sentado entre outros nove colaboradores latino-americanos, acompanha um curso de R&D Awareness conduzido por geneticistas, cientistas sociais e marketeers sortidos e viajados para tal. Diego anotou hoje, entre outras coisas importantes, os deadlines de um projeto que, desenvolvido secretamente na sucursal do Vietnam, "explora as potencialidades do mapeamento do genoma humano para a segmentação dos mercados consumidores de arroz".
Diego vai hoje à noite jantar com o grupo de course colleagues & coaches num elegante (sic) restaurante grego.
Jequice macabra
Todas - sem exceção e sempre com mal-disfarçado espírito de vira-lata - mostraram o que (e com que destaque) certos sítios e jornais do ultramar (rico) tiveram a dizer sobre a tragédia.
Alles in ordnung, tudo como de costume; tudo como se noticiar com garrafais um acidente aéreo em que morrem 200 pessoas não fosse obrigação jornalística básica em todos os lados do mar oceano (até, digamos, no Irã); tudo como se sair no Times, no Post ou na CNN, mesmo nestas circunstâncias horrorosas, fosse ainda assim mais um tento nosso.
Em tempo: minutos após a colisão, enquanto a globo mostrava ginástica artística e novela, a band e a redetv!, certamente sem muitos prejuízos publicitários, davam tudo ao vivo (entrementes, Lula é sempre o culpado de tudo - é claro).
18.7.07
16.7.07
Chávez neles
A
Li a matéria. Fui CDF. Refiz os cálculos
E concluí:
Provemo-lo.
As 130(130000/189283378) x 100 = 0,068%!
do
Não os reconfortantes 0,7% ora impingidos (com 1000% de superfaturamento) na capa do jornal.
Espantoso!
0,068%
dos
99,932% (sic ;-)
pobres
14.7.07
12.7.07
Peréio 2010
PAULO CÉSAR PERÉIO - Minha opinião é a mesma do Flávio de Carvalho. Ele fez um projeto muito bem estruturado, com cálculos minuciosos, para demolir o Cristo Redentor. Se o Flávio falou, "tá" falado. Para mim , ele é um gênio. Essa é a minha proposta. Quero demolir o Cristo.
10.7.07
Herbert Marcuse
(One-Dimensional Man)
Alguém lá em cima (realmente) gosta de mim
Aqui!
Pelo andar do carro-de-boi, logo logo estarei em posição de cobrar royalties da Fundação Fodd.
Mas antes será preciso extorquir um mensalinho da Van der Brecht.
7.7.07
Pops neocons
Há um estilo literário novo no Brasil.
Talvez alguns incautos o comparem aos de personagens antigos. Mas este estilo não é o mesmo revelado nas letras tônicas de Lacerda, a ponto de levar Getúlio ao suicídio, dizem as más línguas. Nem tem a graça e a ironia fina de um Nelson Rodrigues.
Não é humorístico (humor negro) como o de Paulo Francis; nem traz o idealismo rascante de um Glauber Rocha. Não é inteligente como o de Merquior, nem tão pouco instigante como o dos editoriais de antigos jornais de referência, como o do Correio da Manhã.
Até mesmo porque esse estilo é importado dos Estados Unidos. A esse novo estilo chamaremos literatura neocon (ou simplesmente pop neocon).
A fórmula é simples. Pega-se um tema qualquer que dê uma boa discussão. Na falta dele, alce um tema à categoria de grande polêmica da sociedade (sim, a literatura neocon consome muita energia e não pode sobreviver na calmaria cotidiana).
Depois faça comparações hiperbólicas (“culpados pela matança de cem milhões de pessoas”, etc), e traga à cena personagens da história, mas de preferência vilões incontornáveis (Stálin, Hitler etc). Isso é para que não haja dúvida sobre de que lado ficar.
Por fim, produza-se alguma alcunha espetacular sobre algum personagem público ou tornado público, exatamente com o intuito de difamá-lo. Às vezes essa alcunha pode ser direcionada ao grupo ideológico rival.
A literatura neocon é um tipo de folhetim, onde se encontram os elementos mais básicos desse gênero: periodicidade, uma eterna luta de mocinhas indefesas contra megeras, degenerados de caráter versus homens de respeito e, principalmente, um final triunfal.
A diferença é que não é o personagem que vence, mas o jornalista-justiceiro, o intelectual desvelador da grande sacanagem da História.
Não aderiram a ela somente cineastas e literatos ruins. Muitos jornalistas e mesmo intelectuais ávidos por uma boa cena de pancadaria também gozam com seus sadismos.
Com certeza, se me permitem a ironia, é uma forma de gozo perverso, pois que se volta a ela incessantemente, mesmo contra a lei do bom debate. E como o aspecto sádico do caráter traz o negativo do masoquismo – vicissitudes das pulsões, segundo Freud – gozam também ao ser odiados e espinafrados.
A organização textual da literatura neocon é basicamente dissertativo-narrativa, onde a narrativa é fundo e não figura.
A dissertação reafirma o desdém pela opinião adversária, uma sensação pouco fundamentada de superioridade e um argumento fragilizado pelo próprio automatismo da expressão raivosa.
Há muitos. Muitos adjetivos depreciadores.
Ocupa hoje vários suportes: colunas de jornais, telejornais noturnos, sites e blogs.
Os EUA são o primo rico do pop neocon: lá esse tipo de literatura vende centenas de milhares de livros.
Da mesma forma, ocupa a justiça com processos de calúnia e difamação (como se não se tivesse mais o que fazer nos fóruns).
Não há literato neocon que não tenha respondido a alguns processos por crimes contra a honra. Essa é a medida do seu sucesso.
A fórmula da agressão é imperativa. Talvez esse seja o maior problema da literatura neocon. E está no fato de fazer incessantemente da vilanização do diálogo.
Esse problema é pior do que o seu alinhamento com uma posição ideológica (afinal há inúmeros folhetins de esquerda tão chatos quanto); ou de ser um típico produto mass cult da Indústria Cultural (dotado de clichês, e público bem detectado).
Partindo de uma percepção equivocada da natureza humana, como encarnação simplória da oposição entre o bem e o mal (desde que o mal esteja do outro lado), este tipo de literatura dramatiza a reflexão e, principalmente, ajuda a disseminar ou consolidar a cultura da intolerância.
Ser paciente e civilizado, ser tolerante à opinião com a qual não se concorda, ser educado, mesmo que o outro não o seja, faz-nos desprender um esforço muitas vezes incomum, sacrifício esse próprio de superação do que um certo político de alcova em recente história brasileira chamou de “institutos mais primitivos”.
A possibilidade do diálogo público é o melhor lado da modernidade, que tantas coisas ruins também nos trouxe. Esse sonho civilizacional definitivamente não faz parte da literatura neocon.
6.7.07
No país da piada pronta
Comprei-o - o livro - no sebo Nova Floresta, a oeste da Sé, em 2005, por algumas (saudosas) centenas de reais.
E ainda resiste no frontispício um selo mal-colado da Livraria Triângulo.
5.7.07
Google Awards
4.7.07
Die Nationale Presse
O que mais me divertiu, contudo, foi saber que o nome da cuja sul-africana empresa abrevia a cândida denominação africâner De Nasionale Pers. Ou ainda, em alto-alemão, por que não?, Die Nationale Presse.
A Naspers era, por assim dizer, o braço impresso e irradiado do Nasionale Party. Aquele...
Tem galardão...
El Oro de Caracas
1.7.07
Escroques, trapaças e jornalistas meliantes (final)
A fotografia acima, que o livro do Elio Gaspari credita à Agência JB, retrata o capitão Lamarca em fins de 1968, dando posadas aulas de tiro às funcionárias do bradesco no estande do 4o. Regimento de Infantaria, em Quitaúna (SP). Antes, portanto, da "deserção", em janeiro de 1969 - sempre segundo o autorizado Gaspari.
(Como sempre) por acaso, ocorreu-me notar que a VEDE, numa edição recente de cujo número no quiero acordarme, ilustra com foto muito similar um textículo não assinado que, na cara dura, intitula-se "Bolsa-Terrorismo" para começar a meter o pau na promoção da viúva do ex-capitão Lamarca até a patente (leia-se pensão) de viúva de ex-coronel (não entremos, por ora, no mérito dessa candente questão previdenciária).
Falta-me a reprodução da fotografia da revista (sic) por não ter conseguido crackear uma senha de acesso ao sítio da April, Inc., mas garanto-vos (os são-tomés podem correr à ante-sala do consultório do dentista para comprovar) que, naquele número nada exemplar, VEDE elege a seguinte moçoila para aparecer fazendo mira com uma ameaçadora arma longa, sempre sob as atentas vistas do espigo Lamarca:
Em VEDE, esta simpática educanda, durante sua inesquecível primeira instrução de tiro, aparece vestindo a mesma saia listradinha nova! (trabalhará também no bradesco? Sou um romântico incurável)O raro leitor concordará, confiante, de que se está falando de fotos produzidas nos mesmos press sessions days, no mesmo aloucado 1968, num mesmo quartel do Exército no interior (ou quase) de São Paulo?
Pues. Sucede que a legenda da ilustração da VEDE, posso fiar a barba, refere-se a algo como "Lamarca depois do Exército" ou "Lamarca depois de se tornar um terrorista frio e sanguinário" - depois, concluo, de janeiro de 1969.
Blind chance? Cochilo da revisão? Ou estamos apenas patinando no campo barthesiano da significância? Pouco provável: no mesmo exemplar da revista (sic!), apenas algumas páginas depois da anônima matéria, o proverbial Reynald Hollywood (© M. de Verdepascoli), assustadiço com a maré vermelha que vingativamente lhe entupira os bofes da caixa-postal, perpetra um artigo (sic!!!) em que se igualam os (então) ocupantes da reitoria - convenhamos, no máximo larápios ou toxicômanos - ora aos traficantes do Complexo do Alemão, ora à Al-Qaida.
Batata: após a recepção escalonada dessas palavras de ordem, se tiver prestado mínima atenção à semiologia exotérica da trapaça (operada até mesmo em nível subliminar, não duvidemos de nada), o leitor médio da VEDE - que, como se sabe, só lê VEDE e era (é, e sempre será) favorável à incursão do Batalhão de Choque - estará preparado para navegar no brilhante insight: "Estudantes de saias listradinhas têm sido instruídas por subversivos covardes e impiedosos a fazer fogo contra a sociedade judaico-cristã-ocidental desde a longínqua época da Revolução (sic!!!!!!!!!!) - e agora com o dinheiro dos meus impostos, meu Deus!"
Esforçando-se durante o breve intervalo entre a Novela e o Jornal Nacional, o mesmo leitor médio concluirá que os burgueses revoltados e mimados da USP não passam todos, como sempre, de testas-de-ferro de terroristas/ bolsistas provenientes de Potências Estrangeiras (Moscou, Havana, Caracas, Pyongyang, Pindamonhangaba etc.) interessadas em instalar no torrão inzoneiro uma ditadura comunista.
Mas, como na ópera, ainda dá tempo de cantar a conclusão moral da farsa toda: num mundo em que o mesmo bradesco patrocina a Dança dos Famosos (ora reciclada, literalmente, como Circo), as laboriosas fotomontagens stalinistas - precursoras do photoshop e, portanto, do pioneiro ensaio da Hortência na Playboy - há muito já não são mais necessárias;
basta a mais fácil e descarada mentira inepta.
30.6.07
Caraio
Por precaução, no caso de estar mesmo sendo tomado pelo terrorista que acionará a célula paulistana do Plano, esperarei a visita dos humvees & blackhawks com uma bandeira da Rioverdense me recobrindo o peco peito.
Reino Unido busca terroristas após achar carros-bomba em Londres
27.6.07
Glória daqui corre longe
Lê!
Gostosíssimo estrear fora do próprio umbigo gratuito num sítio "apoiado" pela Fundação Fodd e pela Van der Brecht.
Irónicos astros móbiles, estos!
(compreendo e até aprovo quase toda a prudente copidescagem - aliás suave; sendo processado pelo cujus - hipótese jurídica que meu experiente advogado tratou logo de afastar com evidente comprazimento cúmplice -, teria que retirar-me para o Chapadão do Urucúia, pobre e "arredado do arrocho de autoridade"; não que não mereça; talvez o Estado de São Paulo - a UF, não o aumentativo - via Secretaria de Desenvolvimento, até me subsidie os repelentes de insetos)
18.6.07
Lendo e vendo a VEDE: nunca resisto, mas tampouco a compro
Como a fibra da esmagadora maioria dos professores & alunos fflchianos foi sabidamente rompida pela incipiente ação subversiva e/ou pelo inverninho temporão, seriam poucos os felizardos que, pontas-de-lança desta nascente sinergia uni-emp, ver-se-iam - depois dos indefectíveis elevadores panorâmicos e dos necessários chazinhos & biscoitinhos de boas-vindas - equipados com os mais modernos recursos audiovisuais and wireless applications: very thin lcd screens, máquinas de café (25 cents o cinnamom capuccino) e eficiente sistema central de condicionamento de aire (o Sistema, como o dos os trens que ora deslizam ali embaixo, é estranhamente espanhol). Pequenos seriam, destarte, os custos operacionais da coisa toda em relação à sua (dela) eficácia propagandística, sem falar na inegável mas ligeiramente mais intangível e aleatória defesa dos constitucionais direitos de ir & vir.
Ao fim do já finado semestre, escrever-se-iam cadernos de trainees universitários das mais distintas áreas do conhecimento intercalados com anúncios multipágina (comovidas narrativas) da unilever na VEDE. Editoriais comemorativos seriam votados em reuniões de pauta com o Capiroto in poison e finalmente Relex Forman, nosso eterno e avantajado herói, encarregar-se-ia de demonstrar seu (dele, enorme) poder punitivo rechaçando as hostes de piqueteiros para o lado de lá da raia olímpica, onde as baladas e depredações prosseguem animadas.
25.5.07
Mercancia
E não é que o único curso da EACH que não paralisou suas atividades foi o de Marketing?
No microcosmo da ZL cabe o mundo...
24.5.07
Dá uma dor de cabeça...
JUSTUS - Sou contra. Essa idéia é errada. Os teores alcoólicos são completamente diferentes, não dá para você misturar uma coisa com outra.
23.5.07
Escroques, trapaças e jornalistas meliantes
Leio na
Nenhuma
Em quase todas as ocasiões em que pontifica sobre o imbroglio em questão, Azevedo assume com garbo a triste função de vivandeiro da invasão policial do campus, invocando a preservação "democrática" do patrimônio público, supostamente depredado e ameaçado pela malta grevista. Conquanto falsa, como alguns observadores independentes já constataram e está documentado, esta é a principal razão objetiva das sempre necessárias borrachadas. No plano dos conteúdos, portanto, nada de muito inédito: "O patrimônio! A propriedade (cada vez menos) do Estado está ameaçada! Sangue! Gás de pimenta! Bombas! etc." (aqui, gargalhadas: como se defender a propriedade do Estado fosse papel cumprível com alguma verossimilhança pelo douto DEMotucano a soldo da April, Inc.; mas adiante.)
Esforçado, Azevedo ainda descobre, certamente lendo Aristóteles e mobilizando suprema agudeza, que o movimento estudantil é político. Pilhados fazendo política, os estudantes merecem porrada justamente por assumirem posição contrária àquela do ora Governador. Assim, além de detonarem esbodegarem aniquilarem o patrimônio da universidade, os estudantes viram também - sempre segundo o cujus - pérfidos meliantes políticos, massa de manobra tosca e remelenta de barbudinhos ultrapassados e vagabundos.
Essa catilinária toda seria bastante cômica se não fosse enfadonha. Pois não é preciso ser poliglota para entender que o discurso de Azevedo, traduzido em calão, matraqueia monotonicamente mais ou menos o seguinte: "A Universidade e seu Patrimônio podem e devem servir à Formação de Quadros técnicos para as bondosas Organizações Filantrópicas - Multinacionais, Bancos, Corretoras - que promovem o Progresso do nosso País, assim como aos Princípios democráticos defendidos com Ardor pelo Governador (via Secretário e Reitora) e às elogiáveis Iniciativas das pequenas Fundações que tão desinteressadamente promovem o Diálogo com a Sociedade; quando paira no Ar, entretanto, a terrível Ameaça de um Punhado grande de Alunos simpáticos às Mentiras do PT, do PSTU, do PC do B, do PCO, da AJR, do MR-8, da AP, da Colina, do Polop e da ALN (horror! horror! horror!), a Polícia deve ser sempre chamada".
Haveria, ainda bem!, segundo o nosso herói, tempo de evitar a violência policial - da qual se infere, a certa altura, que os mais de 300 professores que já nos apóiam publicamente serão cúmplices - isto é, optar pela solução pacífica e ordeira, que consiste em obedecer ao chamado: "Vamos, estudantes, abracem enfim esta Verdade, parem de pensar, parem de se manifestar, estudem, não acreditem nesses barbudinhos, formem-se e venham trabalhar para nós, nunca esquecendo, é claro, de continuar comprando a Veja".
Detesto perder tanto tempo com esse tipo de reacionarismo escroto, ainda mais com um de seus epígonos mais fanfarrões, mas é meu dever moral como uspiano e cidadão dar ao boi o nome que lhe é de direito. Convoco, então, o corinho cívico:
Fascista! Fascista! Fascista!
Quanto à April, Inc., é mesmo lamentável a falta de pontaria dos engenheiros da Linha 4...
22.5.07
O famigerado decreto (Exórdio)
Das Alterações de Denominação de Secretarias de Estado
Artigo 1º - A denominação das Secretarias de Estado a seguir relacionadas fica alterada na seguinte conformidade:
I - de Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico para Secretaria de Desenvolvimento;
II - de Secretaria da Juventude, Esporte e Lazer para Secretaria de Esporte e Lazer;
III - de Secretaria de Turismo para Secretaria de Ensino Superior;
IV - de Secretaria de Energia, Recursos Hídricos e Saneamento para Secretaria de Saneamento e Energia.
Uma análise ligeira bastará, se o raro leitor concorda, para que uns pares de divertidas ilações possam ser tecidos, como se dizia antigamente, sobre as pretensões do ora Governador acerca de certos assuntos de Estado.
O item mais enigmático será sem dúvida o III, que não obstante é mui esclarecedor e honesto (alô, Marta!). Também salta aos globos que a Juventude e os Recursos Hídricos foram escamoteados sem mais. O órgão do Desenvolvimento agora inclui, informei-me, as Fatecs e a Fapesp (?). Cosa más louca, como diria o Analista.
Moral: Algo me diz que o ora Governador vai se sair mal deste imbroglio reitoria. Depois da foto com o rifle belga então...
21.5.07
31.3.07
Aer
Entrementes, leio que o Ministro da Defesa não foi autorizado pelo controle militar de vôo a deslocar-se para Brasília.
Parece Kafka, meu!
Dois embrejados anos
Concordemos que mesmo para um tal e tolo blogue é muito melhor existir do que não existir.
No entanto, não tive nenhuma piedade do meu alias no orkut.
29.3.07
Villa-Lobos
- Deve ser Villa-Lobos, disse Stravinsky.
- Por quê?
- Porque não gosto.
"Rabino Sobel é preso na Florida acusado de roubar Armani, Vuitton e Gucci"
"Ronaldo Esper é eleito vereador em São Paulo"
"Aparecida: Bento XVI é flagrado em gesto obsceno"
"Winona Ryder publica sua 'autobiografia precoce'"
"Lagos - Para Bush, prisão de Bin Laden foi 'ato de fé'"
11.3.07
Emanuel Vão Gôgo
(O Cruzeiro, 3 de outubro de 1959)
10.3.07
Despacho
15.2.07
Lugares em que fui infeliz (IV)
Lugares em que fui infeliz (III)
14.2.07
Lugares em que fui infeliz (II)
Em meio a estes galpõezinhos e predinhos e carros, numa descida de várzea, gramei por uns quantos anos até o dia em que me deram, numa tarde de verão como todas as outras, um divertido pedaço de papel pardo em que um certo senhor fulano - aparentemente bastante distinto, porque pode e dispõe de umas peremptórias "atribuições legais", mas que nunca pude conhecer - atesta e me confere solenemente (há brasões etc.) o título de Engenheiro Químico: "Cidade Universitária 'Zeferino Vaz', 29 de janeiro de 1999".















