Hoje em dia, muitas companhias nem esperam que a iniciativa parta dos profissionais. Preocupadas com a saúde de seus executivos, várias empresas têm feito mais do que simplesmente exigir um check-up anual ou colocar uma academia de ginástica à disposição dos funcionários. A Avon do Brasil é uma das que se preocupam com essa questão. Desde 2004, a companhia dispõe de um corpo de professores de educação física encarregados de promover caminhadas com os funcionários após as refeições. Sua concorrente na área de cosméticos, a Natura, montou há cinco anos em sua fábrica em São Paulo uma espécie de hospital-dia, com mais de 30 especialistas. Mais radical ainda foi a estratégia do Grupo Algar, que atua no segmento de telecomunicações, agronegócio e entretenimento. A empresa de Uberlândia, em Minas Gerais, conseguiu alterar o comportamento dos altos funcionários com um sistema de bônus. Os executivos que alcançassem metas físicas específicas ganhavam 20% mais no valor do contracheque. A política de incentivo vigorou entre 2002 e 2004. Nesse período, o programa conseguiu reduzir de 44% para 28% o número de executivos com sobrepeso. Segundo a empresa, o programa pôde ser encerrado por ter cumprido seu papel de disseminar uma cultura de cuidados com a saúde entre os funcionários. Note-se que, em todas essas empresas, ninguém deixou de trabalhar muito. O ponto é que elas conseguiram um ambiente em que essa carga de trabalho pôde ser conciliada com uma maior preocupação com a saúde. (Revista Exame)